Monjas em caminho para a Santidade

 

Queridíssimas Irmães,

sou feliz porque por meio do Internet, posso comunicar-me com algumas de vocês, talvez italianas ou de outras nações.

Não se esqueção que vocês são as Epôsas do Senhor, as almas prediletas do Seu Coração, as quais Ele colocou o Seu olhar de complacência e se namorou.

Isto não deve exaltar-vos fazéndo-vos soberbas, mas ao contrário, deve melhorar-vos na humildade porque o Espôso é humilde e a Espôsa não pode ser orgulhosa, perturbada nos seus pensamentos, nas suas inclinações, no seu comportamento. A condição de vida das Monjas é aquela da melhor humildade. É na humildade que se goza a intimidade do Espôso.

Monjas queridíssimas, o diabo, vosso inimigo, para poder fazer com vocês aquilo que quer, procura de colocar-vos no desconfôrto e no desincojamento. Quando sentirem o peso da solidão, pensem que o Espôso é muito vizinho a vocês. O espírito das trevas é ciumento do puro amor, sobretudo do vosso amor.

Vocês são colunas fortes na igreja. Vocês sustentam este edifício firme na rocha, se são felizes de ter deixado o mundo, se não tendes nenhum desprazer ou lamentação por aquilo que não vêem ou que não têem.

Todas estas vaidades foram substituidas para vocês através da Face do Senhor. Que outra coisa vocês querem ainda? Por muitos anos na minha vida eu sonhei a clausura, próprio porque me sentia atraída da potência do silêncio. O silêncio é um grande autor da alma, é um meio de apostolado para os irmãos. É' no silêncio que Jesus fala à Sua Espôsa, e a preenche de dons e de carícias. É' no silêncio que ela vive com Ele a agonia da Sua Paixão, momentos de profunda alegria e de Luz extraordinária para quantos tem sede de conhecer e de melhorar.

Infelizmente eu não pude responder à chamada do Senhor como vocês fizeram, porque o Senhor me fez viver a clausura no mundo. A trinta e três anos perdi a luz dos olhos, para seguí-Lo com os olhos da alma. A obediência me mandou pelegrina pelo mundo para dar à igreja novos Sacerdotes e almas consagradas.

Na vida nada é indispensável: somente o Amor.

O Amor se lê com os olhos de Deus e obra com as Suas mãos, viaja com a Sua força, e domina com o Seu equilíbrio. O Amor chega até as almas mais longes da Deus e as transforma em mansas ovelhas. O Amor faz cantar na luz como na escuridão.

O Tudo é Ele: Nós somos nada, somos sementes pobres que esperam de frutar. Ele é Tudo, pode fazer tudo, até mudar uma monja desincorajada numa fedelíssima Espôsa.

Pensas que o mundo te dá mais daquilo que recebes numa clausura?Tudo aquilo que o mundo dá é difícil e soferente. E' no silêncio que se escuta com prazer a voz de Deus, se responde com fidelidadeaos Seus convites, aperta Ele fortemente ao teu coraçao, consumindo-se nEle, com Ele e por Ele.

Irmã que estás lendo, te quero muito bem. E' o Amor de Cristo que no meu coração se difunde pelo Universo. O coração da alma que ama parece que quer explodir pela força da potência do Amor. Como é bom o Senhor!

Agora não é necessário que se faça abrir o portão da clausura para caminhar com estas colunas que são vocês, Irmães. Internet vos trouxe no mundo próprio para fazer-vos vê que, juntas, devemos colaborar para o Advento do Reino de Cristo. A Monja que deixou o mundo para caminhar encontro à santidade deve separar-se de tudo, sobretudo de si mesma. Deve aceitar tudo aquilo que a Abadessa lhe oferece no nome do Senhor: trabalho, ensinamento, advertência, lembrando-se que em todas as ações não deve esquecer o Espôso, não deve deixá-Lo sozinho. Jesus è grande, mas com as Suas Espôsas é pequeno e símples. E' suficiente uma carícia, um saúdo, uma rapidíssima oração, um abraço no coração. E tu, Abadessa, procuras de criar na tua comunidade o Paraíso. Tu representas o Esposô: imagina então que as tuas filhas são Anjos. Cuida delas com delicateza, para não desturbar o espírito delas. Se para ti é necessário dar a elas qualquer advertência, faz com caridade e com paciência, como faria Jesus.

Abraça no teu coração a mais necessitada, a ovelha menos obediente. Se farás assim a comunidade será mais unida, o sol brilhará mesmo quando choverá.

Eu te digo estas coisas porque tive modo de visitar algumas clausuras, de encontrar-me com algumas Monjas que choravam:«A Abadessa me ódia, me dá a culpa nas coisas que não fiz, me trata mal, me dá penitências da fazer as quais não mereço». Infelizmente podem ter algumas freiras que não amam o Senhor, e que vêem a escuridão onde tem a luz. Muitas vezes eu pude verificar que é verdade. A Abadessa tem uma grande responsabilidade diante a Deus pelas almas que Ele deu a ela da guiar.

No Mosteiro deve reinar o Amor. Se falta o Amor é um temporal detrás do outro, chuva de pedras e tempestade. E as santas da onde saem? E inútil deixar o mundo e entrar no covento e perder a alma. Também no mundo tem almas grandes, almas consagradas que vivem uma vida de intenso sacrifício, sacríficio que fazem também para a vossa santificação. Se alguma de vocês quer se comunicar comigo através de Internet, eu sou muito feliz de responder-lhe. Vocês também podem dar-me conselhos.

Devemos rezar se esta é a vontade de Deus.

A luz não chega somente das janelas, mas pode chegar da qualquer fenda, isto é não somente através de pessoas instruídas e santas, mas também da almas insignificantes como posso ser eu. Deus pode se servir de qualquer instrumento para difundir as Suas harmonias, para fazer-nos entender que todos nós somos Seus filhos e Suas filhas, e todos nós devemos colaborar para melhor conhecê-Lo, amá-Lo e servì-Lo.

Madre Providência